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La falta de cultura de investigación en Derecho

A falta de cultura de investigação em Direito

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A investigação em Direito, em procura de seu prestígio social

A falta de cultura de investigação em Direito

O Instituto Nacional de Estatística publicou recentemente um relatório onde se refletia que (durante o período 2000-2006) a cifra de cadrastamento de estudantes em Direito desceu notavelmente e a previsão anuncia que esta tendência não melhorará. Em general, a diminuição de estudantes afeta a todas as titulações, mas o Direito é uma das mais destacáveis pela importância histórica que sempre teve.

Este dado não parece que vá apresentar um grande inconveniente para o âmbito da investigação, pois a experiência demonstra que a carreira jurídica foi a opção dos “secundárias indecisas” como aponta Carlos Gómez. A percepção desta titulação como estudo “por defeito” tem desdibujado a profissão quanto ao fato de que a maioria dos bacharéis em Direito não possuíam um fator vocacional pelo que guiar-se à hora de marcar uma carreira ou outra no impresso de cadrastamento já que, “quem não queria ser médico ou engenheiro, estudava Direito” segundo nos explica Fernando Gómez. Agora essa saída fácil, converteu-se numa alternativa só para os que têm vocação, afirma Esther Giménez-Salinas, o que se supõe que dará lugar a maior interesse pela análise das Ciências Jurídicas.

A investigação em Direito, por tanto, não foi “uma saída profissional para os candidatos a bacharéis em nossas faculdades” destaca Carlos Gómez e ademais “quase ninguém se matricula em Direito pensando em elaborar e redigir uma tese e passar sua vida entre a biblioteca e o despacho”. Este problema parece ser mais profundo -assegura o pesquisador- já que está relacionado com a inexistência de uma tradição investigadora em Ciências Sociais. “Existe algo bem como uma verdadeira convicção social de que este tipo de investigação é supérflua e se esquece, com freqüência, que a prosperidade de um país depende em grande parte da qualidade de seus operadores jurídicos e econômicos”.

Outro tema que afeta de forma negativa à investigação é a catalogação do Direito “por ramos do conhecimento estabelecidas por Decreto Ministerial e praticamente inalteradas desde depois da Guerra Civil” segundo afirma Pablo Salvador Coderch. Neste mesmo sentido Fernando Gómez define as atuais áreas de conhecimento como “autênticos fósseis”. Carlos Gómez crê que essa divisão dos ensinos do Direito obriga à aprendizagem em áreas independentes e autônomas, o que provoca uma “construção artificial” que não reflete a realidade das coisas.

E é que se por algo se caracteriza a investigação em Direito é pelo enfoque multidisciplinar. “A investigação em Ciências Sociais é já uma investigação global, como sucede desde faz décadas com outros ramos do saber. Já não pode enfocar-se um problema com esquemas unicamente locais”. Para isso anima a formar juristas especialistas em telecomunicações, em comércio internacional, em gestão pública, em médio ambiente, etc. sem ter em conta a procedência dos conhecimentos.

 

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