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Aprender para ensinar: ser professor de espanhol

Mais saídas das que parece

Ainda que este tipo de mestrados se dirijam ao ensino, a preparação recebida por estes estudantes lhes permite abrir-se a outros campos relacionados com o ELE: elaboração de materiais didáticos, assessores pedagógicos, coordenadores de centros lingüísticos... Disso dão fé algumas de suas instituições colaboradoras, que vão desde universidades a editoriais.

No caso do Mestrado em Lingüística Aplicada ao Ensino do Espanhol como Língua Estrangeira da Universidade Nebrija, Marta Baralo destaca sua eminente orientação profissional e a incorporação de elementos profesionalizadores no programa de estudos, entre eles as “atividades de observação e prática docente no Centro de Estudos Hispânicos da Universidade”, um módulo de práticas profissionais de ao menos 200 horas de duração e a elaboração de um “Plano de ação didática”, com o que se consegue “aunar e aplicar” todos os conhecimentos e destrezas adquiridos durante o mestrado.

No mestrado colaboram “universidades estrangeiras, diversas editoriais, portais especializados em Internet, empresas de gestão lingüística e centros de idiomas”, que são exemplo de diferentes opções profissionais para os egresados do programa.

Um exemplo é a empresa SGEL, editorial de livros de ELE que colabora com a Universidade Nebrija em seu mestrado. SGEL incorpora estudantes do programa para seus departamentos editorial e promocional. Desde SGEL se valoriza “a formação lingüística dos candidatos, sua capacidade de dar classe em espanhol, seu conhecimento metodológico dos materiais e uma consciência pluricultural do mundo”. A capacidade de trabalho em equipe, a comunicação, e a tomada de decisões são outras das destrezas que se têm em conta.

Se a todas estas qualidades unimos o perfil idóneo para dedicar-se a esta profissão temos a combinação perfeita. À formação “teórica”, imprescindível em qualquer profissão, se lhe une no caso das pessoas que se dedicam ao programa uma série de aptidões tão ou mais relevantes do que a primeira. Uma aluna do programa nos dava seu cocktail de qualidades, entre as que incluía a vocação, a energia e o entusiasmo, mas sobretudo, “acreditar em as pessoas e em sua capacidade para aprender e para melhorar”. Uma boa receita, afinal de contas, para qualquer profissão.

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