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Aprender para ensinar: ser professor de espanhol

A formação como professor de espanhol

O ensino sempre foi uma das saídas profissionais dos titulados universitários de ?Letras?. Mas a emergência de um setor novo e fresco, como o ensino do Espanhol como Língua Estrangeira, gerou consigo uma cada vez mais ampla oferta de cursos de formação, resposta às necessidades cada vez mais específicas do setor.

À hora de falar de formação de professores para o Ensino de Espanhol como Língua Estrangeira, existe um referente claro: o Instituto Cervantes. Através de seu Departamento de Formação de Professores, mantém ano a ano uma oferta de cursos presenciais e a distância, dados pelo Instituto (tanto em sua sede de Alcalá de Henares –Madri- como para a Rede de Centros Associados) e também em colaboração com a Federação de Escolas de Espanhol como Língua Estrangeira (FEDELE) e com outras instituições. Suas cifras foram melhorando ano a ano. Em sua última memória disponível em linha, correspondente ao curso 2007-2008, assinala-se que a oferta de cursos para formação de professores cresceu no período analisado de 477 a 671.

A relação de cursos de 2009 é muito ampla e variada. Esta é uma das claves da configuração em palavras do diretor acadêmico dos cursos, Francisco Moreno Fernández, já que se pretende dar resposta às necessidades de diferentes perfis de especialização. Desde o introdutório “Curso de Iniciação para professores de espanhol” passando por monográficos sobre credenciamento de examinadores, desenho de cursos e aplicação de diferentes ferramentas na classe de ELE, os cursos cobrem as necessidades dos professores de espanhol, seja qual seja seu nível de experiência profissional.

Algumas universidades também dão cursos deste tipo através de seus centros dedicados ao ensino de espanhol para estrangeiros ou de outras unidades dedicadas à formação. É o caso da Universidade de Alcalá, que através de seu centro Alcalingua, oferece programas formativos para professores de espanhol gerais e específicos; e da Universitat de Barcelona, cujo Instituto de Formação Contínua organiza cursos de especialização relacionados com o Espanhol como Língua Estrangeira.

Mas se os cursos proporcionam uma formação concreta num âmbito muito específico, cada vez cobra mais força outra figura formativa que prepare ao estudante de forma integral para enfrentar sua tarefa de professor tendo em conta todos os aspectos da atividade didática. Falamos dos mestrado.

E é que os programas dirigidos a formar a professores de espanhol como língua estrangeira são cada vez mais numerosos. Com a posta em marcha do sistema proposto pelo Espaço Europeu de Educação Superior, muitos dos programas deste tipo que já se davam obtiveram a condição de oficial. Um deles é o Mestrado Oficial em Ensino de ELE, um programa organizado pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo e o Instituto Cervantes

Outro é o Mestrado em Experiente em Espanhol Língua Estrangeira da Universitat de Barcelona, que se dirige a formar especialistas não só no âmbito do ensino lingüístico, senão que também pretende formar pessoas que sejam capazes de desempenhar outros papéis na indústria do espanhol, como desenhistas de materiais didáticos. Mais enfocado à cultura está o Mestrado Oficial em Estudos Hispânicos oferecido pela Universidade de Cádiz, que se centra em aspectos mais artísticos, históricos, e literários.

Dentro dos mestrado oficiais, o Mestrado em Ensino de Inglês e Espanhol como Segundas Línguas e como Línguas Estrangeiras, que dá a Universidade de Alicante, supõe um modelo misto de dois anos de duração que abre mais possibilidades profissionais. Para ser admitido é necessário credenciar o domínio de ambas línguas.

Dentro dos programas veteranos podemos mencionar ao da Universidade de Alcalá. Desde 1994 se leva dando seu Mestrado em Ensino do Espanhol como Língua Estrangeira, ainda que desde faz alguns cursos a metodologia utilizada é semipresencial.

Um dos mais marcantes é o Mestrado em Formação de Professores de Espanhol como Língua Estrangeira, ofertado pela Fundação Universitária Ibero-americana em colaboração com o Instituto Cervantes. Trata-se de um mestrado a distância de caráter interuniverstario e nele participam várias universidades espanholas (a Universidade de Jaén, a de León, a do País Vasco e a de Vigo) e algumas latinoamericanas.

Também interuniversitario, mas neste caso a nível europeu, é o Mestrado Europeu em Aprendizagem e ensino do espanhol em contextos multilíngües e internacionais. Este programa, no que participam ademais outras instituições européias, quer contribuir uma perspectiva internacional e multicultural ao âmbito do ensino do espanhol.

De caráter próprio, a Universitat Autònoma de Barcelona propõe uma Pós-graduação em Língua, Cultura e Comunicação Digital no Ensino do Espanhol Língua Estrangeira. O Mestrado em Ensino do Espanhol como Língua Estrangeira da Fundação Comillas em colaboração com a Universidade de Cantabria, que acaba de arrancar sua terceira edição, é outro exemplo.

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