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Logotipo do Instituto Cervantes, instituição dedicada à expansão do espanhol no mundo. Fonte: Instituto Cervantes
Aprender para ensinar: ser professor de espanhol
O então Ministério de Educação, Política Social e Esporte publicou em 2007 o que foi o terceiro relatório dedicado à situação do ensino de espanhol no mundo: "O Mundo Estuda Espanhol". O documento recolhe uma série de dados globais e por países de uma trintena de estados do mundo através dos que se analisa o ensino de línguas estrangeiras no sistema educativo e, em concreto, a do espanhol; bem como os diferentes programas que desde o governo se impulsionam para estimular o conhecimento de nossa língua em diversas nações.
O relatório situa ao espanhol como a quarta língua mais falada do mundo, por trás do chinês, o inglês, e o hindi, com um total de 400 milhões de falantes. No âmbito educativo, os dados do Instituto de Comércio e Exterior recolhidos pelo documento deixavam a cifra de estudantes de espanhol nesse momento em arredor de uns 12 milhões. Entre eles, uma quantidade importante procedia de Estados Unidos e seu ensino secundário.
Mais cerca no tempo, já em 2009, encontramo-nos com mais notícias esperançosas para os que desejem orientar sua carreira para o ensino do espanhol. O governo de Portugal anunciava em abril que convocará mais de 200 vagas de espanhol em nosso país vizinho até 2013. Alemanha também informava da escassez de formadores neste idioma ante o crescimento de estudantes e, por sua vez, Brasil estimava no final de 2008 que serão necessários mais 100.000 professores nos próximos anos para defrontar às necessidades de seu mercado.
Estes países constituem só um exemplo. Alguns asiáticos, como Chinesa e Japão, vão introduzindo a língua de Cervantes em seus sistemas educativos, de forma especialmente remarcável em suas instalações de educação superior, enquanto no continente americano Estados Unidos continua sendo uma fonte de estudantes, em parte obrigado a seu caráter de segunda língua “oficiosa” no território.
A todos eles há que somar o trabalho de difusão e ensino que realiza o Instituto Cervantes, que nos últimos anos está lançando uma ofensiva de abertura de centros. Um dos últimos foi o construído precisamente numa cidade estadounidense, Chicago.
Estes bons dados provocaram, por suposto, uma forte demanda tanto de ensino como de produtos específicos relacionados com o Ensino de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) e, ao mesmo tempo, maior oferta de trabalho tanto para professores como para formadores, assessores pedagógicos, autores de material didático e um longo etcétera unidos a uma nova indústria: o espanhol, indústria de cuja importância é um expoente o conceito “Espanhol como Recurso Econômico”, que surge como aglutinante todos as áreas de atividade comercial em cujo desempenho o idioma espanhol tem um papel fundamental. O ensino ELE é a de maior peso contribui, mas os produtos audiovisuais surgidos ao redor dela e outros, como a indústria musical em espanhol, fazem parte deste novo termo.
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