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Mais de cem países (em sua maioria procedentes de China, Rússia, Índia e Brasil) puderam matricular-se num dos mais de uma centena de Másteres ofertados
Erasmus Mundus: a globalização do Ensino Superior
O Programa Erasmus leva em funcionamento desde que o aprovasse o Conselho de Ministros da União Européia e o Parlamento lá pelo 2003. Baseia seus objetivos em "melhorar a qualidade do Ensino Superior em Europa e a cooperação com outras áreas geográficas, com o fim de atrair estudantes muito qualificados de terceiros países a cursos organizados conjuntamente por universidades européias e reforçar as relações destas com instituições similares de outras zonas do mundo".
Esta iniciativa permite o estudo e a investigação de doutores, pesquisadores extracomunitarios nas instituições acadêmicas da União Européia.
O programa Erasmus 2004/2008 compreendia uma série de ações para o período compreendido entre o 2004 e o 2008. Quatro eram suas linhas de atuação fundamentais. Por um lado, a Ação 1 se baseava no financiamento de Másteres organizados por universidades dos Estados membros da União Européia, Estados associados ou candidatos (mínimo três instituições de três países diferentes) que se selecionam em convocações anuais por períodos de cinco anos.
A segunda Ação proporcionava bolsas a estudantes e docentes de terceiros países para realizar os Másteres mencionados na ação 1. Só podiam beneficiar-se os estudantes e professores procedentes de países não pertencentes ao meio da União Européia.
A ação 3 financiava ações de colaboração destes Másteres com universidades e instituições de terceiros países. Por último, a ação 4 se ocupava do financiamento de projetos conjuntos de universidades relativos à melhora da capacidade de atracção do sistema europeu de Ensino Superior.
Ao finalizar a primeira fase do programa, o ano passado, os dados refletiam o sucesso desta interessante iniciativa. Uns 6.000 estudantes extracomunitarios, a mais de cem países (em sua maioria procedentes de China, Rússia, Índia e Brasil) puderam matricular-se num dos mais de uma centena de Másteres ofertados por 323 universidades de dentro e fora de Europa, e participar no programa Erasmus Mundus. Por outro lado, mais de 1 .000 professores de países não comunitários receberam ajudas econômicas para poder participar em atividades pedagógicas ou de investigação. Por último, 4.400 estudantes da União Européia se beneficiaram de bolsas para ampliar sua formação em centros de terceiros países.
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