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Imagem: Sanja Gjenero. Fonte: http://www.sxc.hu/
Inglês e British Council: um binômio de qualidade segura
Nos últimos anos, o palco de colaboração se intensificou no âmbito universitário, em parte pela consciência da necessidade de melhorar a formação lingüística e de certificá-la. Daí que muitas universidades tenham assinado acordos com o British Council para dar cursos com sua colaboração ou para atuar como centros examinadores de algumas das provas de certificação que oferecem.
É o caso do IELTS, por exemplo. Com a implantação dos novos estudos adaptados ao conhecido como Plano Bologna, os estudantes universitários terão que credenciar ao final de seus estudos um nível equivalente ao B1 de acordo ao Marco Europeu de Referência das Línguas. Uma aposta pelo idioma que algumas universidades já incluíam em seus planos de estudos prévios à reforma européia.
Uma das ferramentas para conseguí-lo é o estabelecimento de planos de estudo bilingues que facilitem a aquisição de concorrências lingüísticas e integrem essa segunda língua em todo o currículo acadêmico. Centros públicos, como a Universidade Carlos III de Madri, e privados, como a Universidade Européia de Madri, proporcionam esta opção em algumas titulações, muitas vezes no ramo de Ciências Sociais e Jurídicas, desde faz vários cursos.
Com um palco destas características, a implantação do IELTS como prova de cabeceira nas universidades espanholas pode ajudar à estandardização e simplificação do processo. Como nos conta Bernie Maguire, os estudantes não precisam deslocar-se para realizá-la. Ademais, programam-se nas universidades colaboradoras “sessões informativas de IELTS tanto para os estudantes como para os professores. Se querem os centros de idiomas, damos formação aos professores encarregados dos cursos específicos para IELTS e inclusive damos ateliês de técnica aos estudantes”.
Entre as universidades que já assinaram acordos com o British Council para colaborar no ensino do inglês cabe citar, entre outras, à Universidade de Córdoba, à Universitat de lhes Illes Balears, à Universidade de Santiago de Compostela, à Universidade de Burgos, à Universidade de Oviedo, à Universidade de Valladolid, e à Universidade de Extremadura, entre as públicas. Entre as de caráter privado destaca a Universidade Católica San Antonio de Murcia.
Algumas delas criaram centros, outras dão cursos com o apoio da organização, mas todas, em definitiva, somaram-se ao labor desta instituição que se converteu numa das porta-bandeiras do ensino do inglês no mundo.
Ainda que tudo isto possa parecer algo inovador, já muito antes da chegada à universidade se realizam esforços para melhorar o conhecimento deste e outros idiomas. O bilingualismo em todo o sistema educativo é um objetivo que faz uns anos só estava ao alcance daqueles que podiam aceder a uma educação privada de elite. Tudo isso, felizmente, mudou. Muitos colégios públicos implantaram a formação bilingue em suas salas de aula e um bom punhado de instituições públicas e privadas concedem bolsas e ajudas para estadias no estrangeiro.
Neste sentido, o British Council colabora ativamente com o Ministério de Educaciónen a promoção do bilingüismo obrigado a um acordo assinado em 1996 então Ministério de Educação e Cultura através do que se projetava que 72 colégios públicos espanhóis e 42 institutos começassem a dar programas bilingues.
A difusão do inglês, no entanto, não acaba aqui. Exposições, arte, espetáculos de dança e música e outras atividades culturais com o inglês e o Reino Unido como elemento comum, apóiam-se desde o British Council. No marco do Ano Darwin, a organização inaugura o próximo 15 de julho uma exposição dedicada ao biólogo inglês que poderá visitar-se até mediados de setembro na sede de Santander da Universidade Internacional Menéndez Pelayo. Também edita algumas publicações (um catálogo de cinema britânico e uma revista de ciência entre elas) e organiza diferentes atos.
Todos eles se adicionam às atividades formativas da organização, que conseguiu converter-se em referente e em símbolo, ao igual que o Instituto Cervantes em Espanha, o Goethe em Alemanha ou o Confucio em China, de um labor de difusão cultural que redunda não só na aquisição de concorrências senão no fortalecimento das relações entre os povos.
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