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As biblioteca espanholas devem fazer um estuerzo para adaptar-se a este modelo
O conceito de biblioteca 2.0 em Espanha ainda se encontra em fase de conhecimento e são muito poucos os bibliotecários que conhecem o termo ou estão dispostos a aplicar os princípios nos que se baseia em sua biblioteca.
Entre os principais problemas aos que se enfrentam as bibliotecas para adaptar-se à biblioteca 2.0 figuram o temor a outorgar o poder de réplica e participação aos usuários, o esforço que implica mudar de mentalidade tradicional para modernizar e acercar os OPAC aos usuários e, por suposto, a falta de formação e profissionalidade de muitos bibliotecários.
A transição nas bibliotecas deve encontrar respaldo dentro dos trabalhadores e bibliotecários, reconvirtiendo seus perfis e adaptando-os ao meio tecnológico. Para colaborar a esta transformação se propuseram algumas linhas de atuação para o novo bibliotecário 2.0 que se resumem num decálogo muito difundido em Internet. (link)
Desde o Ministério de Cultura se estão promovendo planos para que as bibliotecas espanholas se aproximem tanto a Internet em general como à Web 2.0.
Um deles é o gerador de sedes Web, uma ferramenta informática gratuita desenvolvida por esta instituição que permite criar e atualizar os espaços virtuais das bibliotecas. É um programa flexível que podem utilizar todos os centros de forma autônoma já que sua utilização não requer formação tecnológica avançada.
Em nosso país temos poucos exemplos de Bibliotecas que adotaram os princípios e serviços da Biblioteca 2.0, ainda que já há alguns significativos. A rede de bibliotecas públicas do País Vasco está impulsionando a sindicação alguns de seus conteúdos; uma mostra disso é a Biblioteca Municipal de Muskiz. Existem outras iniciativas nas que se vê o esforço por somar-se ao 2.0, o I.E.S. As Mariñas de Betanzos permite a seus usuários publicar artigos através de um blog. Também é destacável o caso da Biblioteca Universitária de Sabadell (UAB) que tem blog e conta com Do.icio.us.
Os blogs e o uso de canais RSS são os mais usuais pelo momento, a variedade de recursos disponíveis é muito ampla. A outra cara da moeda pode ver-se em Estados Unidos onde já há muitas bibliotecas e centros de informação que bloguean, mas também há centros que empregam bookmarks sociais para compartilhar recursos, difundir bibliografia ou enriquecer seus catálogos.
As bibliotecas avançam para um futuro cheio de novas possibilidades no que a adaptação às novas tecnologias é o primeiro passo para reinventar o conceito de biblioteca. Deste modo se poderá defrontar à dura concorrência que supõem os conteúdos livres pendurados em Internet. Agora mais do que nunca o bibliotecário deve pôr-se à altura da nova sociedade e moldar-se às necessidades dos usuários.
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