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27/02/2009

Leitura

UCLM apresenta suas três novas contribuições à literatura

Egito nos séculos XX e XXI, as diversas análises do Corán e a obra do teólogo hispanorromano Paulo Orosio são os objetos dos trabalhos escritos por professores da Faculdade de Humanidades da Universidade de Castilla a Mancha.

Bárbara Azaola Piazza apresentou seu livro "História do Egito Contemporâneo", uma peça fundamental devido ao papel de liderança regional que o país desempenha no mundo árabe. O livro se estrutura em cinco capítulos, através dos quais se sintetiza a evolução histórica de Egito desde o nascimento do Estado moderno egípcio, em meados do século XIX, até as últimas transformações sociais e políticas sob o regime de Hosni Mubarak em 1981 . Esta etapa é a que ocupa a maior parte da obra e nela se analisam desde os planos de ajuste estrutural, até as conseqüências da Guerra do Golfo, passando pela emergência da sociedade civil e as relações do governo com os diferentes atores políticos, entre eles os Irmãos Muçulmanos.

Outro tema complexo e de fervente atualidade é o mundo muçulmano e o Corán. Neste sentido,  Hernando de Larramendi, junto à coordenação de Salvador  Peña Martín, apresentam "O Corán ontem e hoje. Perspectivas atuais sobre o Islã. Estudos em honra do professor Julio Cortés". Uma obra coletiva que inclui uma trintena de estudos realizados por especialistas em árabe, Islã, arte, direito, filosofia, história, literatura, religião e tradução. Estes estudos foram realizados e apresentados em honra ao professor Julio Cortés Soroa como reconhecimento a seu labor na disciplina dos estudos árabes e islâmicos. Um livro que nos ajuda a entender a uma sociedade tão diferente à ocidental.

Por último, Ignacio García Pinilla e Ángeles Romero Cambrón mostram seu livro "Paulo Orosio, Histórias contra os pagões". Este livro é a primeira edição crítica de um manuscrito medieval singular: trata-se do luxuoso exemplar, conservado em Valencia, das Histórias contra os pagões de Paulo Orosio, em tradução aragonesa auspiciada pelo Grande Maestre dos Hospitalares, Juan Fernández de Heredia, no final do século XIV. Tal como Alfonso X tinha feito um século antes com o castelhano, Heredia tentou elevar a língua aragonesa ao nível de língua literária, que perduraria até o século XVI. Nesta edição se acede a este rico patrimônio lingüístico, em concreto a esta tradução da obra de Orosio, discípulo de San Agustín: nela se percorre a história universal, desde a criação, para demonstrar que as desgraças que sofria o mundo no século V de nossa era se deviam atribuir aos cristãos.

Todos eles são livros históricos realizados por experientes que podem ajudar-nos a compreender um pouco mais à sociedade que nos rodeia.

Fonte: Universidade de Castilla a Mancha

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