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Ficha da notícia

Jóvenes y política

Jovens e política

O 60% dos jovens afirma que não sente interesse pela política, ainda que o 70% mostra uma atitude positiva para o voto
Os jovens não se vêem a si mesmos "rebeldes, inconformistas e reivindicativos".
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Esta notícia foi traduzida graças ao Tradutor Universia.

13/02/2006

Relatórios e Estudos

Pouco interesse pela política entre os jovens

O que lhes mobiliza são os problemas que lhes afetam diretamente, como a moradia ou o desemprego

Só o 39% dos interrogados mostra interesse pela política: destes, mais da metade assume as fórmulas estabelecidas, enquanto um 18% mostram posturas mais radicais e de confrontação com o sistema. São as conclusões de "Jovens e política: o compromisso com o coletivo".

Este estudo, elaborado pela Fundação de Ajuda contra a Drogadição (FAD), o Instituto da Juventude (INJUVE) e a Obra Social de Caixa Madri, analisa atitudes e comportamentos dos jovens espanhóis de 15 a 24 anos em relação com sua participação na sociedade e sua ideologia.

Os responsáveis da enquete dividiram aos jovens em cinco tipologias: indiferentes, céticos, apolíticos, de partido e proactivos. Os primeiros são os mais numerosos e representam a imagem desta geração: "um pasotismo desesperanzado", em palavras de Eusebio Megías, coordenador do estudo.

Só um 1,25% participa em associações políticas e um 0,75% em sindicatos, ainda que um 65% se mobilizaria ou arriscaria por conseguir trabalho, um 32% pela moradia, um 25% por melhorar a partilha da riqueza e um de cada três "pelo fim das guerras".

O 70% se mostra muito crítico com os representantes políticos, pensam que defendem seus próprios interesses e que se movem por razões partidárias: "tomam decisões por nós, não em nosso nome". Quanto aos meios de comunicação, a imagem não é melhor. Do estudo se desprende que os jovens dão por sentado que há manipulação e que os meios são um instrumento de marketing das correntes de ação ideológicas e econômicas que os sustentam.

Mas ante este panorama, os jovens não se vêem "rebeldes, inconformistas e reivindicativos" como tende a pensar-se entre os adultos. O estudo mostra que se vêem capazes de mudar as coisas mas há poucas que lhes motivem o suficiente como para tentar fazê-lo.

Fuentes: Injuve - O País - O Mundo

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